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L  diz:
-Ai minha mãe do céu. Estou com uma ressaca.

Nunca sei muito bem como L  irá acordar, em que estado. Nunca sei muito bem o que hei-de fazer. Nunca sei muito bem como reagir.
Hoje já estava a adivinhar. (A última saída não tinha dado em nada; não havia ninguém na rua e estava um frio de rachar.)
Eu geralmente há muito estou acordado, não tenho a almofada da heroa que vou evitando; e, enquanto que esperava que acordasse tinha andado pela casa tentando por a cabeça em ordem. (E, não sei; neste dias tenho consumido alguma coca que L  partilha comigo, e não sei, dormido mal?)
Ela acorda e eu deito-me junto a ela, abraço-a com toda a ternura, peço a Deus que não sofra, que mande a ressaca embora.
-Ãeh, Minha Nossa Senhora!
Mas, não possa e eu fujo para a cozinha; já sei que vai sobrar para mim. L  segue-me:
-Ãeh, minha nossa senhora! Ãeh, r , estou tão mal. Não tens dinheiro nenhum, não tens uns trocos?
Meto a mão na algibeira, encontro umas moedas.
L  apanha (-Não tens mais nada?), L  guarda, L  abre a porta e L  vai embora.

round 'n round

L  já não aparecia há três quatro dias; e, L  diz que fumava uma branca. L  , como que fala com ela mesma e instala o silêncio. Como que espera por mim, que eu vá atrás. Um ligeiro incómodo; como que, faz beicinho, fica triste, resolvam-me este problema; um truque (?)!
Cedo, e arranjo 15 euros. L  desaparece.

L , sê correcta comigo, trata-me bem!

080107

L diz:
-Em casa tenho um candeeiro igual.
L olha. (Também um ‘tijolo’, um rádio gravador leitor da Sony parece ter, em casa! )

Lua Cheia

Enquanto a L  desaparece para a casa de banho, i começa uma conversa.
-A L  não sente a branca como nós, não achas?
Não sei que dizer; mas penso, e digo:
-Sim, o cavalo é como um tapete, uma almofada. Com a branca equilibra, não sei.
-De certeza que nem tem um flash.
-Não sei.
[Nesse dia, haveremos de dar um bafo ou dois do cavalo da L ; i, inclusive um risco ou dois.
i rapidamente andará a consumir quase uma semana, com a irmã até ter ressacas, quando L  a recambia para Camarate.
-Já andava aí a fumar com toda a gente. -L  diz.]

L. diz:
-Não sei como gostais tanto desta branca.
Penso porque nós, quem somos nós?
E, continua:
-Já sei donde vem esta branca. Das Olaias, do Xoné.
-É da pensão?
-É, mas a do Arturo também.
Continuo a pensar na sua primeira frase; porque me inclui ela num grupo?
-Qual é para ti a melhor branca?
-A que não te deixe ansioso. -responde.

080106