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two black cats

L passa a correr.
São quatro da tarde. Rotina depois da primeira quarta? L passa a correr; da Antero de Quental ao Escondidinho. Vejo-a mas não a chamo. L passa, o meu corpo dói.

071207

L diz:
-Queres?
Respondo que não com a cabeça. Prá’i há duas semanas que não fumo. Das duas últimas vezes ela não partilhou; fiquei fodido. Também já é a terceira vez que rejeito; desta, mais ou menos naquela que só depois do Natal. (Isto apesar do corte , contou ela, com o Pantas, que com ela a ressacar não partilhou um sub’tex).
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L diz:
-Ás vezes vem um cheiro a chamon.
Os ventis acabaram e estamos a enrolar cigarros. Eu tenho o hábito ou a mania de, as pedras velhas de haxe que encontro pela casa, juntar nas embalagens de tabaco de enrolar. E por isso, por vezes, cheira.

L :
-Este homem foi à capela ver o Faí só pelo que soube, de nós, dele.
L está com a Ana, uma amiga; as duas sentadas, eu no chão, encostado à estante.
L parece querer valorizar-me. Ana é uma amiga que vive na pensão, acho que com o João, e vieram fumar.
Devem ser 2, 3 da manhã. A Ana faz-me um bafo que fumo no cachimbo da L .
Basicamente conversam; no início, para mim. L  parece querer desmontar toda a má-língua que a Vera e i disseram sobre ela, a relação com o Faí e outros assuntos.
Eu permaneço calado. Não sei porque me tinha queixado da Vera e da irmã à L. Para lhe dizer que era ela a minha mais que tudo e só ela sem o dizer? Não sei, mas agora, ouvi-a.
Toco no pé da L , com o meu:
-L , também quero provar a tua.
E, L põe-me um bafo, pequenino, pequenino para mim.

‘’If you love somebody, if you love somebody, set them free, set them free.’’

L diz:
-Estás aí não estás?! Eu venho já.
L desce no elevador e por onze dias eu não vejo L .

traz o teu cachimbo