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L diz: -Já vou!
L tinha dito: -Estou tão mal.
Eu tinha feito o almoço. L tinha ficado de ir trabalhar às 6 e 30, mas o despertador tocou, ela desligou e voltou para a cama, apesar de ter ficado na ponta.
L está de ressaca; e eu, à espera que caia para mim. O almoço, bacalhau com grão, arrefece na sala.
L diz: -Já vou!
L tinha dito: -Estou tão mal.
Eu tinha feito o almoço. L tinha ficado de ir trabalhar às 6 e 30, mas o despertador tocou, ela desligou e voltou para a cama, apesar de ter ficado na ponta.
L está de ressaca; e eu, à espera que caia para mim. O almoço, bacalhau com grão, arrefece na sala.
080118
-Perguntas quem está a vender e sobes lá acima.
Preparei um banho de sais e gel de alfazema e, enquanto L se lava vou à Mouraria.
Chove. Vou de carro, consigo estacionamento, entro pelos becos.
-Quem está a vender?
-Ultima porta à direita. Diz, baixinho, nem o percebi à primeira, o vigia.
Eu já tinha sido ultrapassado por um apressado; fico em fila.
Quase oito da noite, hora de mudança de turno, dos vendedores. «Depois das oito o cavalo não vale nada», disse L.
(Um cachorinho buldogue à entrada do beco. Esboço uma festa. Aproximo-me.)
-Uma de cavalo.
-De quanto?
-De dez.
Dou a nota ao acompanhante, e recebo uma pequena quantidade.
(-Levas esta que é boa, que tu não estrilhas.)
Estranhamente o pequeno invólucro de plástico tem a forma de um coraçãozinho.
Em casa, na sala, enquanto recebo um telefonema, L faz-me sinal indicando que é de boa qualidade.










