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L   diz:
-Então desaparecido!
Nunca percebi bem o que ela queria dizer. Começou por alturas da morte do Faí, em que, acho que parava pelo Intendente, à volta do Hadji, descendo da pensão ao lado da Kiwi na Antero de Quental. Sempre deduzi, como que se, o pessoal estivesse a curtir ao cimo das escadinhas da Leixões e eu não lá…

_ r  , o Faí morreu! O meu menino morreu.
É assim, e, sem mais, que aparece L ; L  está a chorar. Estendo o meu ombro, mas a L  está estática, não me abraça.
Com  L , vem a irmã, e uma chupadita que eu nunca vi. É esta que diz qualquer coisa, como:
_ Não tens um calmante?
Não tenho; e, enquanto  L e esta última preparam a branca, a chinesa; eu faço um chá de menta, depois de terem rejeitado os meus químicos, o ben-u-ron, aquelas saquetas para a dor de dentes…
O modo como o Faí morreu é-me um tanto incompreensível. De moto, em sentido contrário(?), contra um automóvel. «Partiu-se todo».
[ Nos dias a seguir, compreendo melhor. Sem capacete (melhor, com o boné na cabeça), a estrear, a experimentar a mota levantada nesse dia, acelerando Antero de Quental acima.
Fora dos seus domínios, zona J Chelas, onde era um maiorzinho. ]
Algo como, «andava atrás do Miguel, que lhe devia dinheiro; tinha visto a Vera e tinha dito para ninguém lhe tocar; teve um flash, morreu feliz».
L continua… « r , morreu o meu menino; morreu o meu menino.», e,  aspira já o fumo da castanha que escorre na prata.
A chupadita entretanto já saiu, e, a L  prepara agora a branca, que  partilhará com i.