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L diz: -O Art agora tem uma castanha muita boa, já não é da mesma.
Vi-a, parei o Honda; veio ter comigo, fumámos um cigarro, ela apoiada na porta, aberta.
-Se tivesse quinze euros, depois ele fiava-me uma branca.
(Silêncio.)
A ideia dela é, eu adiantar-lhe os quinze euros, damos uns bafos de branca.
(Silêncio, também eu.)
(Silêncio prolongado.)
(Um dia deste vou-lhe dizer que ultimamente só se faz ao banho.)
Falamos de algo mais, se já voltou ao Pantas, que a vi ontem às quatro, que fiquei com a impressão que queria descansar á em casa. eu a arrastar a asa, ela no banho.
Crava-me mais um cigarro, que passa lá por casa mais tarde, que a mande à merda. Nada de novo.

07122004

L diz:
-Estás aí não estás?! Eu venho já.
L desce no elevador e por onze dias eu não vejo L .

L diz:
-Em casa tenho um candeeiro igual.
L olha. (Também um ‘tijolo’, um rádio gravador leitor da Sony parece ter, em casa! )

L.  diz:
-Estás aí; eu já cá venho.

Ligo o computador. Faço uma pesquisa pelo nome completo de L; L  quer saber se a policia a procura; se tem contas a ajustar com a justiça. Mas, não é só googlar, e explico-lhe isso

L  descobre um barulho estranho no carro. L diz, que tenho de levá-lo à oficina.
L  percebe de automóveis. A avó de L , que vendia peixe, ofereceu-lhe uma “bomba” (daquelas que terminam em maiúsculas, tipo GTX, ou coisa que o valha) logo na maioridade.

L procurar-me-ia
Tocaria às campainhas e procuraria pelo rapaz que tem o Honda vermelho; disse.