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L no meio da branca, da castanha, recita declarações de amor. Coisas como que, formatadas, da adolescência, da escola, onde agora me encaixa.
E pára, como que, me espera e, recomeça. Procura uns postais, volantes, que andam pelas estantes e escreve.
Também pego num. Por um momento, espero que, da minha pesada cabeça, coquinada, surja algo.
Por fim, desenho, em estilo gráfico, uma oferta de um balão em forma de coração, ele e ela, com camisolas a L e r estampadas, e um balão das falas: «Há muitos corações, mas o meu só a ti pertence, L!».
[Outra branca noite, colorizo a ideia; r meets L, r loves L.]
Digo:
- L ! L !
(L está quase a móchar; dá um bafo de castanha, borrega.). Desperta, dá um bafo, borrega.
Continuo: – Tu acordas-me com o trrim, trrim; eu é com L ,L .
L diz, com i, que eu nunca mais aprendo:
- À nossa e aos nossos,
saúde e paz.
O resto corre atrás.
O resto que se foda,
que a seguir vem mais, e mais, e mais, e mais.
L diz:
- ‘Tou a matar piolhos; tu não tens para a troca!
- A mim só me apetece comer palha e dar coices.
- A mim, apetece-me cobrir.
- Cobrir?
- Sim; os cornos com uma manta.
Encontro a Marta. Dá-me a volta, e vem fumar branca. Da ultima vez deixei-a fumar cavalo no Honda vermelho e deixou-me uma quarta para fumar mais tarde.
Talvez curtisse com ela, mas Marta tem umas nóias e não acontece. [L não tem aparecido.]
Conversamos; conto-lhe que a Vera tem passado por cá: -Olha que te mete cá uns pretos e limpam-te a casa toda!
Não respondo.
Marta convence-me e dou uns bafos, a acompanhá-la.
Depois dos acordes da Primavera o Verão: Recosto-me nesta cadeira olho a capela desta igreja. Desenho o teu rosto na minha mente, as feições, a tua boca entreaberta; o violino emaranha-se nas linhas de fumo do cigarro abandonado aceso no cinzeiro chinês; chasing the dragon, o óleo castanho desliza na prata; a vida aparada num espesso tapete; converso com a tua irmã e novamente desenho o teu rosto quando a Primavera volta no tema.
A seguir. esta banda de câmara ataca o Outono.
070921 Praha St.Nichloas Hussite Church
L diz: -A Cristina estava a tocar à campainha! Eu mal toquei abriste logo.
Três da manhã; só com a t-shirt vestida de pijama. Estremunhado.
No sábado L tinha uma muito bem aviada quarta de 20. Ofereceu-me. Acenei que não.
(Lembrei-me da cena do sub’tex entre L e o Pantas? O que queria demonstrar?)
L diz:
-Então desaparecido!
Nunca percebi bem o que ela queria dizer. Começou por alturas da morte do Faí, em que, acho que parava pelo Intendente, à volta do Hadji, descendo da pensão ao lado da Kiwi na Antero de Quental. Sempre deduzi, como que se, o pessoal estivesse a curtir ao cimo das escadinhas da Leixões e eu não lá…
rRessaca
Por estas ruas abaixo. o passeio. martim moniz e volta pela praça da figueira, benformoso, almirante.
Não sei se do tempo, se da visita hoje da Amy (Winehouse); anda tudo no ar: Kátia, Anabela, Artur, Cláudia. Fim do mês? Ausência da policia? Tudo no ar. no Intendente!
Chegada de novo pó? Crack de primeira? Tudo leve, levezinho.
O conceito de representar: L traz a Ana do João. Ana representa: um bom bafo da branca dela.
L , não. Peço-lhe porque a branca dela é de outra qualidade e Ana e L discutem-na. Bafo mínimo, de que me desforro; quando L partilha um pouco do seu cavalo com Ana, que não fuma habitualmente, e eu.
Drogas, partilham-se. Noutros tempos (?) uma regra estabelecida, aceite por todos.
